Graus Baumé - g/cm³

Em alguns processos alternativos, faz-se uso de elementos, principalmente a goma arábica diluída, que são necessários uma medição precisa para sua preparação. Porém, algumas receitas encontram-se com medidas em g/cm³ e outras em Graus Baumé (Bé), causando alguma confusão.

Aqui vai alguma teoria pra ajudar nessas conversões:

Graus Baumé é uma escala para densidade de soluções criada pelo químico francês Antoine Baumé (1728-1804). Ele usou água pura e soluções de cloreto de sódio para definir os pontos da escala e a relação entre grau Baumé(ºBé) e densidade (d).
Existem 2 tipos de uso do grau baumé : Bé pesado, para líquidos mais pesados que a água e Bé leve, para os mais leves

Bé Pesado:
0º = 1 gcm³
1º = 1.007 gcm³
2º = 1.013 gcm³
3º = 1.020 gcm³
etc...
(Água a 4ºC)

Bé Leve
10º = 1 gcm³
Para cada aumento de 1 grau há uma queda na gravidade específica por volta de .005 gcm³

(Cassell's Cyclopaedia of Photography)


CONVERSÕES:

1) G/CM³ PARA BÉ

Para soluções menos densas que a água (densidade menor que 1):
°Be = (140/d)-130

Para soluções mais densas que a água (densidade maior que 1):
°Be = 145 – (145/d)

2) BÉ PARA G/CM³
d=145/145-Bé

(A temperatura de referência é 15,6ºC)


REFERÊNCIAS

Goma Arábica Radex:
1,14g/cm3 (20ºC)
17,8 Bé

Goma arábica litografia
1,11 g/cm3
14Bé

Goma arábica Algrafia
1,09 g/cm3
12Bé

IMAGENS E BASES FOTOGRÁFICAS

HELIOGRAFIA, 1829
Em 1816, Nicéphore Niépce gravou sua primeira imagem em uma placa de peltre coberta com verniz de betume da Judéia. O tempo de exposição era de 40 a 60 horas. Após a exposição, a placa era revelada em banhos de álcool. O betume que derretia com a luz era dissolvido. Nicéphore Niépce conseguiu a imagem negativa. Para obter a imagem positiva, ele usou placas de cobre com uma camada de prata, ao invés das placas de peltre. A imagem negativa, posta sobre a placa de prata era colocada dentro de uma caixa de iodo. Os vapores de iodo faziam a prata escurecer com a luz. O último passo era retirar o betume com álcool. Assim, Niépce conseguia obter imagens positivas.


DAGUERREÓTIPO, 1839
Em 10 de agosto de 1839, François Arago anunciou a invenção de Louis Jacques Mandé Daguerre, à Academia de Ciências e à Academia de Artes, convocadas para a ocasião.
No processo do daguerreótipo, uma imagem direita positiva era formada sobre a superfície de prata de uma placa de cobre, após ser sensibilizada com vapores de iodo. A imagem latente era revelada com vapores de mercúrio e a placa era fixada em triosulfato de sódio.
A imagem produzida era instável e se esvaecia rapidamente se fosse exposta à atmosfera; por isso, eram usados vidros de proteção e estojos, etc.
Cada daguerreótipo era uma recordação única, e não demorou muito para que os fotógrafos o tingissem em tons de dourado ou o retocassem com cores.


CALÓTIPO, 1840
Em junho de 1840, o inglês William Henry Fox Talbot anunciou ter elaborado um processo altamente sensitivo, no qual uma imagem negativa era revelada em papel e posta em contato com papel sensibilizado para produzir uma imagem positiva. Os calótipos introduziram o processo negativo-positivo, hoje muito conhecido.

ALBUMINA, 1847
Abel Niépce, primo de Nicéphore Niépce, inventou o negativo sobre vidro e usou albumina (clara de ovo) para sensibilizar suas placas. Esse processo não obteve muito sucesso e foi substituído já em 1851 pelo processo do colódio líquido.


FOTOGRAFIAS ESTEREOSCÓPICAS, 1850
Fotografias do mesmo objeto tiradas de pontos de vista ligeiramente diferentes, e montadas lado a lado. Essas fotografias eram vistas por um estereoscópio: cada olho via uma das fotografias.


COLÓDIO, 1851
Em 1850 e em novembro de 1851, Frederick Scott Archer, escultor londrino, fez experiências com uma placa de vidro coberta com algodão-pólvora dissolvido em éter, uma solução chamada colódio (do grego: kollodes = grudento). O algodão-pólvora dissolvido em álcool e em éter forma uma substância líquida com consistência de verniz.
Este processo pôde superar a todos os outros, pois tinha uma sensibilidade muito maior (era 13 vezes mais rápido que os outros.)
Para usar o colódio líquido, o fotógrafo tinha que preparar suas placas imediatamente antes de usá-las. Este processo foi usado principalmente para fazer dois tipos de retratos: o cartão de visita, (fotografias patenteadas por Disdéri em 1853); e retratos grandes feitos em estúdio (como aqueles feitos por Nadar, ou Carjat etc.)


AMBRÓTIPO, 1851
O ambrótipo era uma aplicação do processo do colódio líquido e foi inventado por Frederick Scott Archer em 1851. A palavra deriva de dois termos gregos: Ambros significa durável, eterno, e typos significa impressão, imagem. O ambrótipo era uma placa coberta com colódio líquido, exposta, revelada e então pintada, na parte de trás, com tinta preta, para fazer com que a imagem negativa parecesse positiva. A disvantagem do ambrótipo era que cada positivo em vidro era único, já que o negativo e o positivo eram o mesmo. Esse formato se adaptou particularmente bem aos retratos de família.


FERRÓTIPO, 1852
Este processo foi descrito pela primeira vez num relatório apresentado por Adolphe Alexandre Martin, em julho de 1952, à "Société d'Encouragement L'Art et A L'Industrie". Era uma variação do processo do colódio: ao invés de uma placa de vidro, era usada uma placa de latão com esmalte preto, mas o restante do processo era o mesmo: a placa era preparada com colódio, sensibilizada, exposta e revelada. Esse processo produzia uma única imagem positiva sobre uma base de metal. Era um processo barato, que se tornou muito popular entre fotógrafos de parques de diversão, que precisavam de resultados imediatos.


PLACAS GELATINOSAS
1871: primeiras fórmulas de trabalho pelo Dr. R. L. Maddox
1874: primeiras placas secas
1878: Charles E. Bennet consegue um método de maior sensibilidade. Sais de prata foto-sensíveis são suspensas em gelatina, um material que nunca seca completamente.
1880: estas placas são largamente usadas e substituem completamente o processo do colódio líquido


PROCESSO AUTOCHROME
O primeiro processo de fotografia colorida a ser comercializado. O princípio de Joly data de 1895, e o de J. W. MacDonough, data de 1892. Estes dois processos estavam um passo a frente, no uso de uma única placa, sendo que os filtros das três cores eram incorporadas na emulsão.
O processo autocrômico atual foi inventado pelos irmãos Lumière em 1904, e comercializado em 1907. Consistia em cortar amido de batata em grãos minúsculos de milésimos de milímetros. Os grãos de amido eram divididos em três banhos, sendo que cada um era tingido de uma cor diferente: laranja, verde e violeta. Então, o amido era espalhado sobre a placa de vidro, formando um filtro colorido. Os raios transmitidos por uma lente passavam através da tela colorida antes de expor a superfície sensível. Eles formavam positivos diretos em vidro, para serem vistos em transparência.


HOLOGRAMAS
Um holograma é uma imagem tridimensional. Uma fotografia restitui um plano e o olho reestabelece a perspectiva. Já o holograma duplica perfeitamente o objeto fotografado; é uma verdadeira escultura de luz.
No entanto, o holograma não é uma impressão fotográfica do objeto em si, mas sim da luz refletida por esse objeto quando iluminado por um facho de laser. A imagem na placa não tem nenhuma semelhança com o objeto fotografado.
Quando duas partes de um facho de laser se encontram numa placa, eles são gravados como um padrão de franjas de interferências que contêm todas as informações ópticas do objeto fotografado. Ao fazer o reverso do procedimento, uma imagem do objeto original pode ser reconstruída.
Estas imagens têm uma certa magia, pois o observador que estende as mãos para tocá-las encontra nada mais que o ar.

FOTOGRAVURA EM METAL

1 - PREPARAÇÃO DA IMAGEM
A imagem desejada é digitalizada e tratada em um editor de imagens, aumentado sua retícula e transformando-a em negativo, posteriormente impressa em papel não absorvente..


Figura original / Figura com retícula ampliada /
Figura com retícula ampliada em negativo


2 - PREPARAÇÃO DA CHAPA
Uma chapa de latão ou cobre é desoxidada e polida para o recebimento da imagem

3 - TRANSFERÊNCIA DA IMAGEM
A imagem é levada até uma prensa de água-forte onde é colocada sobre a placa com a face da figura voltada pra ela.
Um papel úmido com solvente forte (thinner) é posto em cima da imagem
A placa com a imagem e a folha com redutor é passado pela prensa. O thinner dissolve o toner, que adere à placa
A placa é levada a geladeira onde solidifica novamente o toner
A placa é colocada em uma bacia com água, que ira derreter o papel, preservando o toner preso á placa 

 
O solvente que umedece o papel jornal dissove o tonner
da impressão, fazendo com que ele se transfira para a placa




O tonner da impressão ficará grudado na placa. 


4 - CAIXA DE BREU
A placa, agora com a imagem transferida, é colocada em uma caixa especial contendo breu moído.
Este breu, quando agitado pela manivela da caixa, cria uma nuvem de poeira que se assenta sobre a placa, sendo depois fundida através de calor.


Chapa lisa / Chapa com breu.
O breu cria uma retícula que irá uniformizar a gravação




Caixa de breu

5 - GRAVAÇÃO
A placa é isolada no verso com contact e é colocada em uma bacia contendo uma solução ácida (percloreto de ferro ou ácido nítrico).
O tonner serve como isolante para o ácido, impedindo a gravação. Apenas as áreas expostas sofrerão a ação do ácido. O breu, aderido à placa, ajuda a uniformizar a gravação, criando uma retícula capaz de gerar os mais variados tons de cinza, dependendo da quantidade de tempo exposto ao ácido.


O tonner serve como isolante, evitando a gravação.
No exemplo acima, tudo que está em vermelho sofrerá ação
do ácido, logo ficará preto na imagem final, e tudo que
está preto ficará branco.


6 - INTERFERÊNCIA
Após alguns minutos na solução ácida, a placa é lavada com água, depois solvente e por fim com álcool, retirando assim o tonner e o breu, revelando a imagem gravada em positivo na matriz.
Agora a imagem gravada é trabalhada através dos vários processos possíveis na gravura em metal: água-tinta, água-forte, lavis, ponta seca, buril, etc.

 
Após a retirada do breu e do tonner, revela-se
a imagem gravada em positivo


Água-tinta: Processo em que se usa breu fundido à placa para se obter uma gama de cinzas, dependendo do tempo de exposição ao ácido.
Água-forte: A placa é coberta com um verniz, que é posteriormente retirado com uma ponta seca. As áreas do verniz que foram retiradas ficarão expostas ao ácido, criando linhas como em bico de pena.
Lavis: É a técnica em que se utiliza o ácido direto na placa, com ajuda de um pincel, criando um efeito de aguada
Ponta seca: Usa-se uma ponta-seca direto na placa, criando linhas aveludadas.
Buril: Instrumento utilizado para criar sulcos na matriz, criando uma linha precisa

7 - ENTINTAGEM
Depois da imagem já devidamente trabalhada, a matriz é entintada com uma tinta especial com a ajuda de uma rolha, que empurra a tinta para dentro das áreas gravadas. A tinta depois é retirada totalmente da superfície da matriz com pedaços de jornal, restando apenas o que ficou retido nos sulcos.


Chapa gravada / Chapa em processo de entintagem /
Chapa entintada e limpa


8 - IMPRESSÃO
Depois de entintada a placa é levada para uma prensa, onde coloca-se sobre ela o papel para impressão já umedecido, alguns jornais e feltro. Ao rodar a manivela, os cilindros da prensa empurram o papel para dentro dos sulcos entintados, obtendo-se assim a prova. Para se imprimir uma nova prova, entinta-se novamente a matriz e repete-se o processo de impressão até obter o número de cópias desejado.


O papel para impressão úmido é colocado sobre a matriz
Por cima, usa-se jornal e feltro para atenuar a dureza do rolo



A manivela da prensa é rodada fazendo com que o cilindro .
metálico empurre o papel contra a matriz, absorvendo a tinta



Prensa


 
Detalhe da atuação do cilindro metálico sobre o papel

 
O papel úmido absorveu a tinta da matriz, gerando a impressão
Observe que a impressão é invertida, resultado do contato direto
do papel com a matriz.

 
Detalhe de uma fotogravura

FOTOLITOGRAFIA

1 - LAVAGEM DA MATRIZ
A placa de alumínio é polida com pó de esmeril. Este processo cria grãos na matriz que retém a água.

2 - PREPARAÇÃO DA IMAGEM
A imagem desejada é digitalizada e tratada em um editor de imagens, aumentado sua retícula. Esta imagem é impressa através de algum processo de impressão a base de tonner (impressão a laser ou xerox)


Figura original / Figura com retícula ampliada

3 - TRANSFERÊNCIA DA IMAGEM
A impressão é colocada sobre a matriz de alumínio e sobre ele é colocado um papel jornal umedecido com solvente. O solvente faz com que o tonner da impressão se desprenda da folha e se prenda à matriz, que é passada na prensa para uniformizar a transferência



Figura trasferida para a chapa


4 - INTERFERÊNCIA  
Com a ajuda de materiais gordurosos, específicos para litografia, como lápis litográfico, crayon litográfico, tusche, rubbing ink, etc, desenvolve-se a interferência na matriz.

Lápis litográfico - Um lápis especial, de base gordurosa, usado na litografia
Crayon Litográfico - tem basicamente a mesma composição do lápis litográfico, porém vem no formato de bastão.
Tusche - Base gordurosa solúvel em água. É usado pra criar aguadas.
Rubbing ink - Uma tinta especial, pastosa, com consistência de graxa, que proporciona diversos efeitos quando esfregada sobre a matriz

5 - ACIDULAÇÃO  
Nesta etapa, após pulverizar talco, aplica-se uma camada de goma arábica na matriz. Após alguns minutos usa-se uma solução de goma arábica e ácidos em quantidades que variam de acordo com a concentração de gordura em partes específicas da imagem. Em áreas muito escuras usa-se uma solução mais forte, em áreas mais claras usa-se uma solução mais suave.


6 - VIRAGEM 
A matriz é lavada, retirando os resíduos de goma, e uma nova camada de goma é aplicada.
Com a ajuda de um solvente, a imagem é removida da placa, aplicando-se, em seguida, uma fina camada de asfalto líquido. Lava-se a pedra com uma esponja para então entintá-la com um rolo de couro carregado de tinta gráfica. A tinta depositada pelo rolo só adere nas áreas onde existia previamente a imagem.
O processo de acidulação e viragem é repetido e a matriz está pronta para ser impressa


Matriz com goma / Imagem retirada com solvente /
Entintagem com rolo



7 - IMPRESSÃO  
Depois de entintada, a placa é levada para uma prensa, onde coloca-se sobre ela o papel para impressão já umedecido, alguns jornais e feltro. Ao rodar a manivela, os cilindros da prensa empurram o papel, que absorve a tinta da matriz, obtendo-se assim a prova.
Para se imprimir uma nova prova, entinta-se novamente a matriz com o rolo e repete-se o processo de impressão até obter o número de cópias desejada.


O papel para impressão úmido é colocado sobre a matriz.
Por cima, usa-se jornal e feltro para atenuar a dureza do rolo



A manivela da prensa é rodada fazendo com que o cilindro .
metálico empurre o papel contra a matriz, absorvendo a tinta





Prensa


Detalhe da atuação do cilindro metálico sobre o papel



O papel úmido absorveu a tinta da matriz, gerando a impressão
Observe que a impressão é invertida, resultado do contato direto
do papel com a matriz.


Detalhe de uma fotogravura

O que é Gravura

Arte de formar por meio de incisões e talhos, ou fixar por meios químicos, em metal, madeira, pedra, etc., imagens, e eventualmente letras, em relevo, a entalhe ou em plano, para reprodução e multiplicação por entintamento e estampagem, manual ou mecanicamente, em papel ou outro material. (Aurélio)
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TIPOS DE GRAVURA

Xilogravura
É a técnica mais antiga de impressão, onde se escavam sulcos em um bloco de madeira que não serão atingidos pela tinta de impressão, resultando em brancos na prova impressa.
Podemos dizer que a xilogravura atua como uma espécie de carimbo.
O entintamento da matriz de sá com um rolo de borracha, sendo a transferência efetuada por pressão manual ou mecânica.



Xilogravura de Adir Botelho







Gravura em metal
Nesta técnica de entalhe, a tinta fica retida dentro das áreas escavadas, (sulcos ou áreas uniformes ou não) enquanto nas áreas lisas a tinta não adere. A gravação do metal pode ser direta - fazendo-se incisões com instrumentos, diretamente sobre o metal - ou indireta, com o uso de ácidos. O processo de entintamento é minucioso, pois a tinta deve penetrar em todos os sulcos da chapa. A pressão exercida pelos cilindros da prensa sobre o papel de suporte faz com que o papel penetre nos sulcos, retirando a tinta e transferindo a imagem



Gravura em metal de Marcello Grassmann






Litografia
Processo que usa pedras calcárias como matriz.
Nesta técnica, a superfície da matriz permanece fisicamente intacta, sendo trabalhada para repelir ou não o material revelador, uma tinta a base de gordura. O processo é baseado na incompatiblilidade entre água e gordura. A gordura representa a imagem da gravura e a água, as áreas brancas. O entintamento se dá por rolamento, e a pressão é plana.



Litografia de Darel






Serigrafia
Serigrafia ou silk-screen é um processo de impressão no qual a tinta é vazada - pela pressão de um rodo ou puxador - através de uma tela preparada. A tela, normalmente de seda ou náilon, é esticada em um bastidor de madeira ou aço. Os pontos escuros da matriz ficam vazados na tela, e os pontos claros (ou de outra cor) são impermeabilizados por uma emulsão fotossensível ou uma película recortada.



Serigrafia de Gustavo Rosa